| Indo
ao shopping
Por
Paulo de Tarso

O
shopping tornou-se a praia de muitas cidades. Para os que, como
eu, moram na região metropolitana de São Paulo, isto
pode ser afirmado com muito mais propriedade. De centros de compras,
os shoppings se tornaram pontos de entretenimento, lazer, cultura,
informação e serviços.
Shopping:
Bom ou ruim?
Seria uma certa tolice de minha parte reduzir este artigo a esta
pergunta. Particularmente acho que ter um local disponível
com tantas opções pode ser algo muito bom. O mais
importante é saber como usá-lo para o seu benefício
de e sua família.
Como
devo usar o shopping?
Há uma estatística de que 85% das compras aqui no
Brasil são realizadas quando se está diante dos produtos.
Isto é muito comum porque os produtos na vitrine realmente
chamam a nossa atenção pela beleza e a forma como
são expostos. É claro que o objetivo é sempre
atrair o cliente potencial para a decisão de comprar o produto.
Então você deve ficar esperto para saber porque está
indo ao shopping, se para comprar ou para ir ao cinema. Eu não
vejo que seja um problema tão grave comprar um produto ou
serviço que não estava programado, quando você
foi ao shopping. Mas se isto se tornar um padrão, então
é bom avaliar se a ida regular ao shopping está fazendo
bem ou mal para você e seu bolso. No fundo, trata-se de uma
questão de disciplina. Se você perceber que não
tem disciplina para tomar as decisões certas na hora certa,
porque se expor ao risco constante? Talvez seja melhor evitar.
Quais
os aspectos positivos do shopping?
Eu acho que a variedade de produtos e preços é algo
muito bom. Você pode pesquisar os preços dos produtos
que necessita adquirir sem grandes deslocamentos. Também
há a possibilidade de adquirir produtos com preços
promocionais. Mas é necessário pesquisar e comparar
preço e qualidade.
Em tempos de insegurança, é claro que este item também
tem o seu peso na decisão do consumidor em ir ao shopping.
Quais os aspectos negativos?
Penso que se resume à maneira como você o usa. Ou seja,
depende muito mais de você do que do local propriamente dito.
Se você o vir como um grande templo de consumo, onde todos
os seus sonhos se realizam, você estará numa trilha
perigosa. Mas se fizer bom uso, como orientamos acima, os potenciais
fatores negativos serão afastados.
E
as crianças, o que fazer?
Aqui a coisa funciona um pouco diferente do supermercado. Primeiro
é necessário saber o que você vai fazer no shopping.
Se você é casado(a) e vai fazer comprar para si, é
melhor deixar as crianças em casa. Neste caso, elas tenderão
mais a atrapalhar do que a ajudar. É evidente que, se as
compras forem para as próprias crianças, talvez a
presença delas será necessária, principalmente
no caso de vestuário. Isto também acontece se for
para lazer. Nestes casos é sempre bom conversar com elas
antes de sair de casa, estabelecer com a maior clareza possível
o objetivo da ida ao shopping para evitar surpresas desagradáveis.
Faça sempre das crianças aliados e busque sempre oportunidades
para educá-las financeiramente.
Como
estabeleço o valor do shopping no orçamento?
Aqui também a coisa funciona de forma um pouco diferente
do supermercado, pois no shopping você pode adquirir uma gama
mais ampla produtos e serviços. Por isso você deve
separar cada uma de suas compras de acordo com a categoria. Por
exemplo, roupas e caçados irão para o item vestuário,
o cinema irá para o item lazer, e a máquina de lavar
para o item moradia.
Sucesso!
Paulo
de Tarso é
engenheiro civil. É o idealizador do site Finanças
para a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria
Financeira. (paulodetarso@financasparaavida.com.br)
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