| Ficar
rico para gozar a vida?
Por
Paulo de Tarso

Quase sempre nos perguntamos o quanto
seria necessário ganharmos para termos uma vida financeiramente
tranqüila e bem sucedida. Os padrões podem variar bastante
porque as opções de preço de produtos e serviços
que necessitamos e desejamos também variam em grande proporção.
Isto me faz lembrar de uma história muito interessante que
costumo contar em minhas palestras.
Um rico empresário foi passar suas férias
numa praia da Bahia. Chegando lá, encontrou-se com um homem
simples da localidade que, deitado em sua rede, tranqüilamente
fritava um saboroso peixe próximo à beira da praia.
O empresário, muito empreendedor logo começou a travar
uma conversa amistosa com aquele morador da localidade, mais ou
menos nos seguintes termos:
- Bom dia amigo
- Bom dia
- O que você está fazendo?
- Bem, como você mesmo pode ver, estou assando este saboroso
peixe.
- Como você o conseguiu?
- Gosto de pescar
- E você pesca bastante?
- O suficiente para mim e minha família
- Mas, porque você não pesca mais?
- Pra que?
- Bem, se você pescar mais, poderia vender o peixe para outras
pessoas e ganhar dinheiro.
- Pra que?
- Se você ganhar mais dinheiro, poderia adquirir um barco
e pescar em águas mais profundas.
- Pra que?
- Você aumentaria sua produção e venderia ainda
mais, ganhando mais dinheiro.
- Pra que?
- Você poderia então comprar um outro barco, contratar
um empregado e colocá-lo para pescar junto com você.
- Pra que?
- Com dois barcos sua produção poderia aumentar ainda
mais. Você venderia mais peixe e compraria um terceiro barco.
- Pra que?
- Logo você teria uma frota de barcos e uma grande produção
de peixes.
- Pra que?
- Ora pra que? Pra você ficar rico!
- Pra que?
- Pra você gozar a vida!
Neste momento, o homem simples olhou para o rico empresário
e disse:
- Meu amigo. E o que você acha que estou fazendo aqui?
O fato é que aquele homem simples já estava gozando
a vida mesmo sem ser rico.
O cantor Louis Armstrong, em sua linda canção
“What a wonderful world” (Que mundo maravilhoso) nos fala de muitas
coisas que tornam o mundo maravilhoso, entre as quais ele cita:
árvores verdes e rosas vermelhas; o céu azul e as
nuvens brancas; o dia brilhante e abençoado e a sagrada noite
escura; as cores do arco-íris; as faces das pessoas que caminham
ao meu lado; amigos dando as mãos, dizendo, “como vai você?”;
crianças crescendo e aprendendo.
E eu pergunto: Quanto essas coisas nos custam? Nada!
Bom, então, quanto de dinheiro você necessita para
gozar a vida, como fazia aquele homem simples da Bahia ou para ter
o mundo maravilhoso cantado por Armstrong? Eu creio que tudo isso
está muito próximo de você, mas talvez você
esteja perdendo muito ou quase tudo em sua ânsia de ganhar
mais e mais.
Sucesso!
Paulo
de Tarso é
engenheiro civil. É o idealizador do site Finanças
para a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria
Financeira. (paulodetarso@financasparaavida.com.br)
|