| Atitude
- Seu maior capital
Por
Paulo de Tarso

Às vezes fico me perguntando porque, apesar
de termos tantas pessoas desempregadas e muitas atrás de
um emprego, ainda sou tão mal tratado ao ser atendido nas
lojas e nos atendimentos dos call center da vida por aí afora.
Por que pessoas até com uma boa formação escolar
e acadêmica não conseguem resolver problemas relativamente
simples. Ainda outro dia, ao ser atendido num desses serviços
de call center, e após várias tentativas mal sucedidas,
tive que ameaçar cancelar o serviço para só
então falar com alguém que rapidamente solucionou
meu problema. Mas felizmente há também o inverso da
moeda, o que me impressiona positivamente. Poucas pessoas que fazem
o máximo para atender bem e resolver nossos problemas da
melhor maneira possível.
Formação
escolar
Fui bom aluno em minha carreira escolar. Acho que meu perfil me
ajudou a adaptar-me ao esquema tradicional de ensino. Hoje, no entanto,
tenho dificuldades com o ensino clássico. Primeiro porque
acho que o conteúdo precisa ser melhorado. Estudamos muitas
coisas completamente apartadas da realidade da vida, e outras que
poderiam ser inseridas no conteúdo dos programas escolares
(educação financeira, por exemplo), ficam longe de
serem contempladas. O método de ensino então é
mortal. Dezenas de alunos ouvindo um professor nem sempre disposto
a dar o melhor de si. Mas o ponto a que quero chegar é o
de que, mesmo uma boa formação escolar e acadêmica
poderão adiantar pouco se não tivermos uma atitude
correta em relação à vida e ao trabalho. Ou
seja, na prática, você pode encontrar pessoas com boa
escolaridade, mas sem atitude e vice versa.
Por
que atitude é essencial?
Imagine uma pessoa com uma formação escolar limitada,
mas com atitude. Mesmo com suas deficiências, ela se dispõe
a aprender a como melhor atender o cliente, a buscar soluções
alternativas para problemas aparentemente difíceis a até
mesmo a complementar sua formação escolar e acadêmica.
O que quero dizer é que, uma pessoa com atitude não
se prende aos problemas, mas encontra maneiras de solucioná-los.
Parábola
dos talentos: Um exemplo prático
Na chamada parábola dos talentos temos um exemplo bem prático
de como as coisas funcionam no mundo real: Um senhor deu quantidades
diferentes de dinheiro a seus servos e se ausentou por um certo
período de tempo. Ao retornar, exigiu a prestação
de contas de cada um. Pois bem, a história diz que os que
tinham ganho cinco e dois talentos (dinheiro da época) conseguiram
dobrar o capital e por isso receberam o elogio do Senhor. Mas o
que tinha recebido um talento não teve atitude. Não
fez o dinheiro render e nem sequer colocou no banco que obter pelo
menos os juros da aplicação. A falta de atitude lhe
rendeu uma repreensão severa do seu senhor: ‘Mau e negligente
servo’. E qual é a conseqüência prática
da falta de atitude aqui? O servo infiel foi retirado de sua posição,
pois como diz o senhor: ‘a quem tem, mais será dado. Mas,
a quem não tem, até o que tem lhe será tirado’
e o senhor conclui: ‘lancem fora o servo inútil”. (Registrado
no livro de Mateus 25.14-28).
Trabalho x Emprego
Estamos vivendo uma nova era nas relações de trabalho.
Nesta era, o emprego tende a ficar cada vez mais escasso. Neste
novo contexto, pais e filhos estarão diante da realidade
de que, apenas a formação escolar e acadêmica
não será suficiente para os desafios da pós
modernidade. É necessário uma atitude proativa, de
se buscar trabalho fora das fronteiras do emprego. Necessitamos
de pessoas cada vez mais empreendedoras, que façam diferença
onde quer que estejam, e para isso uma qualidade será essencial
para estes novos tempos: atitude.
Paulo
de Tarso é engenheiro civil e mestre em teologia pela Faculdade
Teológica Batista de São Paulo. Idealizador do site Finanças para
a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria Financeira.
(paulodetarso@financasparaavida.com.br)
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