| Conselho
para decisões financeiras
Por
Paulo de Tarso

A
tomada de decisões, em qualquer área da vida, afeta-nos diretamente,
bem como àqueles que estão sob nossa influência. Na área do dinheiro,
que é o foco deste artigo, a compra de um item de alto valor sem
um planejamento adequado, pode levar a um nível de endividamento
tal que pressione de forma significativa o equilíbrio mental e emocional
de uma pessoa ou família. Por esta razão, o aconselhamento deve
ser parte vital do processo de tomada de decisões financeiras. Infelizmente,
as pessoas, em geral não buscam conselho para suas decisões financeiras.
O velho ditado popular, “se conselho fosse bom não se daria, seria
vendido”, ainda parece caracterizar a postura de boa parte das pessoas
na sociedade moderna. O orgulho pessoal também é um fator que contribui
para se alijar o conselho do cotidiano das pessoas. A realização
de desejos pessoais também é fator significativo para se decidir
isoladamente.
José
e Moisés – Conselheiros excelentes
Há
diversas passagens do Antigo Testamento onde conselhos são dados
para o tomada de decisões. José, além de ser intérprete dos sonhos,
também foi também um hábil conselheiro do faraó. Seu clássico aconselhamento
com relação às providências a serem tomadas para os períodos de
fartura e fome contribuíram para sua ascenção como primeiro ministro
do faraó. (Gn 41.33-39). Assim, José é um exemplo clássico de como
bons conselhos podem influenciar positivamente uma grande quantidade
de pessoas.
O
conselho de Jetro (Ex 18.13-27), sogro de Moisés, também teve impacto
significativo na forma como Moisés redirecionou a administração
da tomada de decisões no âmbito da embrionária sociedade de Israel.
É razoável imaginarmos que o próprio Moisés, que julgava as causas
do povo, o aconselhava de acordo com as parâmetros estabelecidos
na lei e no seu relacionamento com Deus.
Provérbios
– riqueza de conselhos
Em
Provérbios encontramos diversas passagens que tratam da importância
de se tomar conselho para todas as nossas decisões, o que conseqüentemente,
inclui a tomada de decisões na área do dinheiro. Em 12.15, o escritor
declara: “O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve
os conselhos.” Para as pessoas que rejeitam o conselho, suas idéias
parecem ser sempre as melhores e seus planos, ideais. Mas, principalmente
quando falamos de dinheiro, todo cuidado é pouco. Não raramente
confundimos necessidades com desejos, o que pode nos levar a decisões
precipitadas se não seguirmos um processo decisório seguro, que
inclui o conselho para a tomada de decisões. O escritor de Provérbios
nos orienta a buscar conselho.
Ainda
em Provérbios, conselho está diretamente ligado à sabedoria. Por
exemplo, em 8.14, o autor, referindo-se à sabedoria, diz: “meu é
o conselho sensato; a mim pertencem o entendimento e o poder.” Logo,
nem todo o conselho é qualificado a nos fazer bem. Ele deve estar
ancorado na sabedoria para que possa propiciar os frutos de decisões
coerentes. O entendimento e poder duradouros são conseguidos como
resultados de buscarmos a sabedoria.
Concluindo
O
aconselhamento é parte vital no processo de tomada de decisões financeiras.
Portanto, tomar conselho pode fazer a diferença entre o sucesso
e fracasso de suas finanças. No próximo artigo vamos falar sobre
onde encontrar conselho eficazes para a gestão do seu dinheiro.
Paulo
de Tarso é engenheiro civil e mestre em teologia pela Faculdade
Teológica Batista de São Paulo. Idealizador do site Finanças para
a Vida e organizador do livro e do Seminário Sabedoria Financeira.
(paulodetarso@financasparaavida.com.br)
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