Jesus
e o dinheiro I
Por
Paulo de Tarso

Após
elencarmos algumas das conseqüências do pecado sobre a administração
do dinheiro, fica claro que o pecado afetou diretamente a forma
como as pessoas lidam com suas finanças.
A
partir do evento do primeiro pecado, Deus estabeleceu um processo
para resgatar a humanidade de seus efeitos desastrosos. Um dos pontos
culminantes deste processo na história se dá com o advento de Jesus
Cristo. Em última instância, Jesus é a solução para que voltemos
a ter um relacionamento pessoal com Deus. Ele falou bastante sobre
o dinheiro, direta ou indiretamente. De acordo com um levantamento
do Dr. Howard Dayton, dezesseis das trinta e oito parábolas de Jesus
tratam de como lidar com o dinheiro e posses materiais. Então vamos
nos deter um pouco sobre os aspectos que Jesus abordou ao falar
sobre o dinheiro.
Preocupação com o sustento financeiro
Vimos
que o trabalho árduo foi uma das conseqüências do pecado sobre a
administração do dinheiro. No entanto, mais do que isso, o homem
perdeu a confiança no fato de que toda a provisão para o seu sustento
material provém de Deus, por isso se concentra em si mesmo como
solução para o suprimento de suas necessidades e desejos e vive
uma vida caracterizada pela preocupação quanto a esta provisão.
No chamado sermão da montanha, Jesus abordou diretamente este assunto
ao declarar: "Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com
sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio
corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a
comida, e o corpo mais importante que a roupa?” (Mateus 6.25).
Evidentemente Jesus não negou a necessidade de se trabalhar, mas
foi mais a fundo na questão, pois é o próprio Deus que nos capacita
para o trabalho. Portanto todas as nossas habilidades e capacidades
são provenientes de Deus. É natural que devamos confiar nele para
obtermos o dinheiro necessário para nossa sobrevivência.
Prioridade para o relacionamento com Deus
Como
o pecado afetou diretamente nosso relacionamento com Deus, Jesus
salientou que, mais do que todo o dinheiro que possamos obter para
nosso sustento, o maior alvo é restabelecer o relacionamento quebrado.
Ele disse: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus
e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”
(Mateus 6.25-34). A busca desenfreada pela acumulação de dinheiro
caracteriza o homem afastado de Deus. Porém, na perspectiva de Jesus,
o que Deus mais deseja é que o homem se volte para Deus. Quanto
isto acontece, ganhar dinheiro torna-se algo natural, porém não
mais prioritário do que ter um relacionamento pessoal com aquele
que é o verdadeiro proprietário de todos os bens materiais que existem:
Deus. Vejamos, por exemplo, o caso que Jesus contou sobre um rico
insensato (Lucas 12.13-21). Ele acumulou muitos bens, mas ao final
de sua vida, o próprio Deus lhe disse: 'Insensato! Esta mesma
noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que
você preparou?' e ainda em outra ocasião: Pois, que adianta
ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Marcos
8.36)
Dinheiro
X Jesus
Quer
percebamos ou não, o dinheiro exerce um fascínio sobre as pessoas.
Quem não ficaria entusiasmado ante a possibilidade de vir a tornar-se
detentor de grande riqueza material? É verdade que sempre conjecturamos
que faríamos coisas positivas e tudo o mais. Não podemos negar que
o dinheiro não é mau em si mesmo. O uso que fazemos dele é o mais
importante. Mas Jesus advertiu quanto aos perigos do dinheiro. Ele
disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e
amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não
podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6.24). Esta colocação
de Jesus parece deixar claro que há uma competição constante do
dinheiro pelo senhorio de nossas vidas. Por exemplo, o jovem rico,
embora cumprisse fielmente muitos dos mandamentos (Mateus 19. 16-30),
não seguiu Jesus, preferindo suas riquezas pessoais. E Jesus declarou:
“Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos
céus.” (Mateus 19.23)
Conclusão
Jesus
é a solução para que o homem restabeleça o relacionamento com Deus,
quebrado pelo pecado. Ele falou muito sobre o dinheiro, direta ou
indiretamente. Segundo Jesus, o sustento material não deve nos levar
a andarmos preocupados, pois é o próprio Deus que nos capacita a
ganhar dinheiro para nossa sobrevivência. Portanto nossa prioridade
deve ser a de estabelecermos um relacionamento pessoal com Deus.
O dinheiro compete pelo senhorio de nossas vidas. Por esta razão,
servir a Jesus se reveste de maior importância.
Paulo
de Tarso é engenheiro civil e mestrando em teologia pela Faculdade
Teológica Batista de São Paulo. É o idealizador do site Finanças
para a Vida.
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